Parada LGBT espera reunir 3 milhões na Paulista

Cerca de 3 milhões de pessoas são esperadas neste domingo (18/6) para a 21ª Parada do Orgulho LGBT  de São Paulo, que terá como uma das principais atrações as cantoras Daniela Mercury e Anitta. A parada terá 19 trios elétricos patrocinados por instituições e empresas que apoiam o movimento LGBT e estão comprometidos com o combate e o fim da discriminação, seja ela étnica ou de gênero.

A concentração será em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), a partir das 10h, como ocorre todos os anos. O percurso será de aproximadamente 3,5 quilômetros, partindo da Avenida Paulista, seguindo pela Rua da Consolação. O show de encerramento será no Vale do Anhangabaú, com as atrações confirmadas da cantora Tâmara Angel e de artistas da noite LGBT.

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é considerada a maior do mundo neste gênero. Instituída oficialmente no calendário da cidade pelo Decreto 57.014/2016, em 2017 conta com investimento de R$ 1.421.115,93 da prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, para a infraestrutura do evento.

O prefeito de São Paulo, João Dória, diz que a parada movimenta a economia da cidade. “A parada é, ao lado da Fórmula 1, o maior evento de fluxo turístico da nossa cidade, tem um impacto econômico de grande expressão. Além da causa, contribui para a economia, gerando renda, empregos e imagem internacional”, avalia.

O prefeito ainda ressaltou que os investimentos privados na parada devem aumentar a cada edição. “Vamos continuar fazendo o esforço para que, cada vez mais, a parada tenha suporte do setor privado. Assim, os investimentos públicos passam a ser de infraestrutura, segurança e apoio”. Este ano, a parada tem como principais patrocinadores uma marca de cerveja e um aplicativo de viagens particulares.

Segundo levantamento feito pelo Observatório do Turismo, durante a edição de 2016, o gasto médio individual dos entrevistados na cidade foi de R$ 1.502,91, considerando despesas com hospedagem, alimentação, transporte na cidade e lazer. Já os paulistanos gastaram, em média, R$ 73,82 na Avenida Paulista durante a parada.

Direitos Humanos

Recém-empossada no cargo de secretária de Direitos Humanos e Cidadania do município, a ex-procuradora de Justiça Eloisa de Sousa Arruda afirma que a parada é também uma oportunidade de se conscientizar sobre as questões LGBT. “Temos um momento que é festivo mas é também de reflexão, de chamar a atenção para a causa LGBT, que por vezes traz notícias de violência”.

De acordo com a secretária, os serviços de apoio do município, como os quatro centros de cidadania LGBT, é um dos compromissos assumidos. “Reafirmamos o nosso propósito de fortalecer os serviços de apoio em São Paulo”.

A presidente da APOGLBT/SP, Claudia Regina dos Santos Garcia, acredita que a parada tem uma função muito importante por tratar da questão da intolerância. Para ela, o evento é festivo, mas ainda não é possível comemorar, pois há muita violência e preconceito contra a comunidade LGBT. “Vamos para a avenida pedir respeito, lamentando as mortes. A parada é uma festa, mas um dia espero que seja uma festa mesmo, uma comemoração dos direitos conquistados e mantidos. Por enquanto é luta”, enfatizou.

Segurança

A prefeitura informou que a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar estarão mobilizadas no domingo para dar suporte ao evento. A Delegacia de Crimes de Intolerância (Decradi) também estará de prontidão caso ocorra algum caso de LGBTfobia durante o evento. “Será um evento bem seguro, cheio de alegria, de paz, de entretenimento entre as pessoas e com respeito”, garantiu o prefeito.

O trajeto contará com pontos de apoio com atendimento médico, bombeiro, PM e ambulância, além do auxílio do Copom por meio do monitoramento com câmeras de segurança. O encaminhamento para hospitais será regulado pela central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Cerca de 700 banheiros químicos serão disponibilizados ao longo do percurso. Equipes da prefeitura farão a limpeza das ruas após o evento.

Quanto à atuação dos ambulantes não credenciados, a fiscalização será rígida, segundo servidores municipais. “Todo o comércio ambulante que for irregular será abordado sim, e verificado se tem documento Se não tiver, ele é apreendido, não tem jeito”, afirmou o prefeito regional da Sé, Eduardo Odloak.

Fonte: Agência Brasil

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional e consultor de viagens. Eduardo Gregori is a professional journalist and travel consultant.

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