Flandres tem 98 restaurantes estrelados no Guia Michelin 2018

Flanders

Flandres, no norte da Bélgica, continua a oferecer uma experiência gastronômica única, corroborada pela edição de 2018 do Guia Michelin Bélgica e Luxemburgo. Conhecida como a região com maior número de estrelas Michelin per capita na Europa, Flandres possui agora 98 endereços que receberam a distinção, totalizando 120 estrelas, levando também em consideração Bruxelas. No total, a Bélgica e Luxemburgo possuem 144 restaurantes estrelados.

Os dois restaurantes belgas, ambos em Flandres, que já contavam com três estrelas mantiveram a classificação. Hof van Cleve, de Peter Goossens, está localizado em Kruishoutem, a menos de 1 hora de Bruxelas e a 30 minutos de Ghent. Já o Hertog Jan, de Gert De Mangeleer, fica em Zedelgem, a 20 minutos do centro de Bruges. A culinária excepcional de ambos restaurantes vale o deslocamento – ou até mesmo a viagem para a Bélgica, para os amantes da gastronomia.

Três restaurantes passaram a ostentar duas estrelas na nova edição do guia. O elegante Boury, do ‘Kitchen Rebel’ Tim Boury, está em Roeselare, em torno de 30 minutos de Bruges, e encanta pela sua culinária criativa e de excelência. No centro de Ghent, Vrijmoed também passou a receber duas estrelas. Seu chef Michaël Vrijmoed oferece uma cozinha inventiva que harmoniza com sucesso produtos de grande qualidade e sabores intensos. Já La Source, em Neerharen, a pouco mais de uma hora de Bruxelas, obteve duas estrelas devido ao refinamento e ao equilíbrio dos pratos do chef Ralf Berendsen.

“Estes chefs talentosos ganharam maturidade nos últimos anos. Graças a suas técnicas e seu senso de criatividade, oferecem hoje em seus restaurantes pratos justos e equilibrados que destacam a essência dos produtos”, comenta Michael Ellis, diretor internacional dos guias Michelin.

Doze restaurantes de Flandres e Bruxelas receberam sua primeira estrela nesta edição. Entre eles, L’Écailler du Palais Royal, um monumento da gastronomia de Bruxelas dedicado a produtos do mar. Já em Bruges, o celebrado chef Geert Van Hecke obteve uma estrela por seu restaurante Zet’Joe – após encerrar seu antigo restaurante três-estrelas De Karmeliet para se aventurar em empreendimentos menores com sua esposa, Mireille. O chef Luc Bellings também optou por mudar seu conceito de restaurante, e recebeu uma estrela pelo novo e mais intimista De vork van Luc Bellings, em Hasselt, a menos de uma hora de Bruxelas. Outros chefs que tomaram decisões similares foram Kobe Desramaults e Thomas Locus, que também receberam uma estrela por seus respectivos restaurantes, Chambre Séparée, em Ghent, e Brasserie Julie, em Sint-Martens-Bodegem, a menos de meia hora de Bruxelas.

Outros restaurantes que receberam sua primeira estrela foram OAK, de Marcello Ballardin, em Ghent; assim como Dôme, de Frédéric Chabbert, e The Butcher’s Son, de Bert-Jan Michielsen, ambos em Antuérpia. A cidade foi uma das mais estreladas, com dez restaurantes prestigiados, enquanto Ghent conta com cinco endereços com estrelas. Bruxelas tem a maior quantidade de estrelas e restaurantes mencionados, com 18 endereços, considerando os arredores da cidade.

Outros 181 restaurantes na Bélgica e em Luxemburgo foram listados na categoria Bib Gourmand, sendo 24 deles novos. Os endereços nesta categoria oferecem um menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) de excelência por preços a menos de 37 euros.

Kitchen Rebels
A região de Flandres seleciona alguns chefs promissores e criativos com menos de 35 anos para fazer parte de seu programa conhecido como Kitchen Rebels. Seis chefs que participam deste projeto foram mencionados nesta edição do Guia Michelin, incluindo Tim Boury. Os chefs participantes do Kitchen Rebels se destacam por sua ousadia e criatividade na cozinha, com foco especial em produtos locais.

Chocolate
A gastronomia de Flandres recebeu outra honra, com o prêmio Best Chef Awards, cuja cerimônia de 2017 ocorreu em Varsóvia, na Polônia, no fim de outubro.

Roger Van Damme foi eleito o melhor chef pâtissier do mundo. O chef comanda o restaurante Het Gebaar, em Antuérpia, e é conhecido por mais de 25 anos de dedicação à arte culinária e, em particular, por suas criações com chocolate.

O Best Chef Awards é um projeto da TBC MediaCorp, e é anualmente composto por uma lista dos 300 melhores chefs do mundo, baseada em critérios como inovação técnica e apresentação artística.

A alta qualidade do chocolate belga é reconhecida mundialmente e os diversos prêmios que os chocolatiers do país recebem apenas reiteram esta excelência inigualável. David Maenhout, da Chocolatier M, ganhou duas medalhas de ouro e outras duas de prata no International Chocolate Awards, realizado em Londres em outubro. Laurent Gerbaud também foi premiado com uma medalha dourada.

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San Antonio é eleita um dos melhores destinos do mundo pela National Geographic Traveler

A cidade de San Antonio foi nomeada pela National Geographic Traveler como um dos 21 destinos imperdíveis para visitar em 2018. A versão 2018 da lista “Melhores Destinos do Mundo” é composta pelas escolhas dos editores da Traveler.

“Nossa missão é inspirar curiosidade e encorajar nossos leitores a explorar o mundo com paixão e propósito”, disse George Stone, editor chefe da National Geographic Traveler. “Os 21 lugares que nós apresentamos prometem um ano de descobertas estimulantes e um itinerário dos sonhos para os mais aventureiros.”

San Antonio, que atrai mais de 34 milhões de visitantes ao ano, está ao lado de outros destinos americanos que também compõem a lista: Cleveland, Ohio e Oahu, no Havaí.

A cidade celebra o 300º aniversário ao longo de 2018, e promete grandes festejos com uma celebração inicial logo na noite de Ano Novo. Recentemente, San Antonio recebeu outros reconhecimentos notáveis como o selo da Conde Nast Traveler, Fodor’s e Frommer’s, todos nomeando a cidade como um destino de visita obrigatória. Em outubro, a Travel + Leisure nomeou San Antonio como uma das comunidades mais amigáveis do país.

Único Patrimônio da Humanidade no estado do Texas, San Antonio também foi homenageado no início deste mês pela UNESCO, que a nomeou como Cidade Criativa da Gastronomia por sua mistura cultural culinária. San Antonio é apenas a segunda cidade dos Estados Unidos a receber o reconhecimento.

“Como San Antonio se prepara para celebrar o seu tricentenário em 2018, essa incrível homenagem chega a um lugar especial na sua linha do tempo, pontuando a cidade como um dos destinos mais autênticos e culturalmente celebrados do mundo”, disse Casandra Matej, presidente e CEO do Visit San Antonio. “Esta designação da National Geographic coloca o destaque internacional em uma comunidade do Patrimônio Mundial que contém uma diversidade rica de atrações, que vão das artes para história da culinária e para diversão com a família, tudo complementado pela enorme hospitalidade dos residentes.”

Stone acrescentou, “nossa lista é guiada pelos valores da National Geographic de engajamento cultural, preservação do patrimônio assim como conservação ecológica e sustentabilidade. Nossa lista é divertida, vívida, surpreendente e compensadora”.

National Geographic Traveler tem a maior audiência que qualquer outra revista de Viagem, com mais de 9,6 milhões de leitores.

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Outros sabores da Península Ibérica

Norte da Espanha
Patatas a la Riojana. Foto: divulgação Turismo Euskadi

Se o Sul nos remete a imagem da Espanha mais conhecida mundo afora, com a dança flamenca em Sevilha, ou o ensolarado e caliente litoral da região de Alicante, a porção Norte do país é totalmente arraigada nas tradições do País Basco, comunidade autônoma junto aos Pirineus que também tem sua porção em território francês. No lado espanhol da fronteira, as cidades de Vitória, Bilbao e San Sebastián destacam-se por sua importância histórica e cultural.

Norte da Espanha
Queijo Idiazabal, típico do Norte da Espanha. Foto: divulgação Turismo Euskadi

Enquanto Vitória se orgulha de ser o lugar onde Napoleão perdeu a batalha pela conquista da Península Ibérica, San Sebastián é anualmente um dos destinos mais visitados do mundo, quando é palco do seu Festival Internacional de Cinema e Bilbao, por sua vez, uma das cidades mais arrojadas da Europa, se gaba de estar no seleto grupo formado por apenas cinco cidades que abrigam um Museu Guggenheim. A obra, do arquiteto norte-americano Frank Gehry, se converteu no principal cartão postal de Bilbao para o mundo.

Norte da Espanha
Museu Guggenheim, em Bilbao. Foto: divulgação fundação Guggenheim

Mas o Norte da Espanha conquista o visitante também pela gastronomia. A culinária basca é uma das mais variadas e reconhecidas de toda a Europa. Pratos elaborados com o perretxico, uma espécie de cogumelo que cresce nas regiões mais elevadas, são saborosos, mas também muito caros. Nos vales, a base da culinária são os feijões de Tolosa e Guernica, caracterizados por sua cremosidade, mas também há pratos elaborados com feijões verdes e repolho.

Norte da Espanha
Bacalhau a la vizcaína. Foto: divulgação Turismo Euskadi

A mesa basca no vale é conhecida também por uma saborosa sopa de alho-poró com batatas. No litoral, a culinária ganha outras nuances, com o bacalhau, o atum e o caranguejo-aranha, estrelas absolutas de pratos que conquistam os mais exigentes paladares. E não podemos esquecer da pecuária, que leva à mesa basca carnes de altíssima qualidade, e também queijos conhecidos internacionalmente, como o Idiazábal e o Gaztazarra.

Tipicamente basco

Norte da Espanha
Patxarán, licor do fruto da endrina,

Quem visita o País Basco não deve deixar de provar algumas bebidas que só são possíveis degustar por lá. Entre as mais pitorescas estão a Sidra (Sagardoa), elaborada a partir da maçã. Conta a história que as terras do Norte da Espanha eram impróprias para o cultivo de uvas, e, por isso, a população usava a maçã para fermentar a bebida, que, mais tarde ganhou o título de Sidra do País Basco. É suave, um pouco adocicada e muito agradável se consumida bem gelada. Esqueça a sidra de baixa qualidade que normalmente encontramos nos supermercados. A produção é levada a sério, e conta, inclusive com espaços para degustação. Mas o visitante pode prova-la também nos bares e restaurantes da região.

Outra bebida típica, e uma das mais antigas é o patxarán, licor produzido a partir do fruto da endrina, macerada no anis. O patxarán é para quem aprecia bebidas fortes. O teor alcoólico pode alcançar entre 25 a 30 graus. Há versões que levam também canela e grãos de café. O txakoli é um vinho branco que estava um tanto quanto esquecido e vem sendo resgatado. É uma bebida leve e meio amarga. Elaborado com uvas ácidas, tem teor alcoólico razoavelmente baixo e é muito saboroso. Uma peculiaridade é que, além de estar reconquistando sua posição como bebida tradicional no Norte da Espanha, pode ser encontrado também no Chile.

Se o visitante aprecia vinho, deve provar o Rioja. O vinho é produzido com uvas da espécie Aragonez, cultivadas na Comunidade Autónoma de La Rioja e na província de Álava, ambas no Norte e também em Navarra, no Nordeste do país. Muitos dos vinhos Rioja são elaborados a partir da mistura de uvas de grandes regiões, mas há também os de pequenos terroirs e apenas uma qualidade, acentuando o sabor e dando uma característica única.

Norte da Espanha
Txakoli, vinho branco produzido no Norte da Espanha e também no Chile. Foto: divulgação Turismo Vasco

Os enófilos podem torcer o nariz, mas o kalimotxo, é uma das bebidas mais consumidas no Norte e Nordeste da Espanha. Nada mais é do que a mistura de vinho com refrigerante de cola e gelo. Vale lembrar que o vinho utilizado nunca é de grande qualidade e, por isso, é um drinque barato, mas não deixa de ser interessante. É uma boa pedida, principalmente em dias quentes, pois é muito refrescante.

Voando para Norte

A cidade de Pamplona, a 150 quilômetros de Bilbao, acaba de ampliar sua ligação com as principais cidades europeias. O Aeroporto de Noain/Pamplona, que mantém voos regulares da Iberia para o Aeroporto de Barajas, em Madri, foi conectado recentemente à Frankfurt, com três voos semanais da Lufthansa para o principal hub alemão. De Madri o voo dura 45 minutos e de Frankfurt são duas horas. Do Brasil, a Latam vende passagens de São Paulo e Rio de Janeiro, utilizando a Iberia como conexão em Madri.

Também é possível voar para Bilbao, também a 45 minutos de voo de Madri. A comodidade de voar para Bilbao, o terceiro maior aeroporto da Espanha, é a conexão quase que imediata, com uma espera de apenas duas horas e embarque no mesmo terminal de chegada, o 4S. Uma dica para quem deseja economizar é voar do Brasil para Bilbao. Além do maior número de voos, o preço da passagem é normalmente o mesmo para o trecho Guarulhos-Madri e, dependendo da época do ano, até mais barato.

Serviço
Companhias aéreas:

Latam: www.latam.com/pt_br
Iberia: www.iberia.com/br
Lufthansa: www.lufthansa.com/br/pt/Homepage

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Lugares para amantes do vinho na República Tcheca

Vinhos: República Tcheca
Znojmo

Se você gosta de vinhos, a República Tcheca é um destino interessante para aliar uma viagem a um lugar incrível a uma boa bebida. Os caminhos entre os vinhedos do país levam às encostas das montanhas onde as uvas amadurecem para produzir vinhos de qualidade. Adegas pitorescas e ruas charmosas com inúmeras lojas de vinhos. A maioria dos vinhedos está na Morávia do Sul, a região mais quente do país.

Znojmo
Quem prefere os vinhos brancos deve ir à histórica cidade de Znojmo. Uma vez lá, você não deve deixar de visitar o mosteiro de Loucký, um antigo centro espiritual, ligado aos aspectos mundanos da vida: bastará visitar as imensas adegas. Você visitará o museu da viticultura e a fabricação de barris, ou a cripta românica. Quando terminar, poderá provar alguns vinhos.

Nos arredores de Znojmo é possível fazer uma infinidade de excursões com o tema do vinho. De bicicleta é ideal para usufruir da beleza das vinhas e da paisagem pitoresca. Além disso, as rotas de ciclismo entre os vinhedos formam uma rede que cobre todo o sul da Morávia.

Entre os destinos favoritos, você encontrará as adegas azuis em Nový Šaldorf, a adega pintada em Šatov, decorada com desenhos populares ou a famosa vinha de Šobes no Parque Nacional Podyjí. No início de setembro, no centro histórico de Znojmo, celebra-se a safra histórica tradicional, durante a qual o novo mosto de vinho fermentado da colheita (burcák, em tcheco) está por toda parte.

Mikulov
Outro importante centro de vitivinicultura é a Cidade de Mikulov. No palácio barroco, que domina a Cidade você vai ver a maior exposição nacional de vitivinicultura e um barril gigante único. Poderá visitar o palácio com um guia e também o centro da Cidade.

Uma vez terminado o passeio, uma degustação de vinhos brancos local espera por você. Mikulov geralmente é muito animado durante o segundo fim de semana de setembro, acontece a vindima de Pálava. Mas os arredores da cidade também merecem atenção. Sabia que é de lá um dos mais antigos exemplos da criação artística em cerâmica: a Venus de Věstonice.uma estatueta de cerca de 25 mil anos original de uma aldeia perto de Mikulov?

Vitivinicultura moderna em terras antigas
A uma curta distância da cidade de Mikulov existem outros lugares que os amantes do enoturismo não devem perder. Vale mencionar o antigo vinhedo de Sonberk cuja história remonta ao século 13. Seu vinho era fornecido à corte da Imperatriz Maria Teresa da Áustria. A casa vinícola que produz vinhos desde 2003 e que foi proclamada como a melhor vinícola da República Tcheca continua naturalmente na tradição, embora aplique métodos modernos.

Prova evidente disso é o novo edifício, um trabalho arquitetônico digno de atenção, que está perfeitamente ligado à paisagem ao pé das montanhas. A vinícola produz autênticos vinhos brancos especiais com um atributo de qualidade, xclusivamente a partir de suas videiras. Vinhos frutados com um elevado teor de minerais e sabores aromatizantes excitantes, como as variedades Ryzlink rýnský (Riesling do Reno); Pálava (cruzando variedades de Savagnon e Muller Thurgau), Tramín (Savagnin), Sauvignon (Sauvignon) ou Rulandské šedé (Pinot Gris). Em Sonberk você pode fazer duas coisas: provar o vinho e visitar a casa e suas vinhas.

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