Campinas, Cidade da Diversidade?

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Recebi este email da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e confesso que não acreditei. Só pode ser um equívoco e dos grandes. 

Como podemos ganhar o Selo da Diversidade no mesmo dia em que enterramos uma travesti morta a pauladas?  Uma cidade, onde o poder público assiste de camarote espancamentos  e mortes de líderes de sindicato, de jovens, de militantes  e não faz ABSOLUTAMENTE nada que contribua para a nossa segurança.

Este  selo só mostra o quanto a administração de Campinas está longe de sua população, especialmente da população LGBT.  Me perdoe quem criou este selo, mas Campinas, neste momento é uma cidade homofóbica, transfóbica e que mata.

Abaixo o texto do email

A comemoração do primeiro ano de implantação do Selo da Diversidade de Raça, Etnia, Gênero e Idade no Mercado de Trabalho de Campinas, que sempre inclui a pessoa com deficiência, ocorreu na tarde desta terça-feira, dia 27 de julho, na Sala Azul do Gabinete do Prefeito, com a adesão de 12 novas empresas que, juntamente com a CPFL Energia primeira empresa a assumir esse compromisso quando o selo foi lançado em 2009, assumem o compromisso de difundir o direito a oportunidades iguais para todos. Na mesma solenidade, o prefeito Hélio de Oliveira Santos, recebeu o certificado “Cidade Acessível Direitos Humanos” da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
 
“Campinas tem orgulho de ser modelo, juntamente com cinco cidades co-irmãs, e se coloca à disposição do Ministério de Direitos Humanos e de outros municípios no sentido de apresentar o esforço que a cidade vem assumindo para diminuir a questão relacionada à exclusão daqueles que têm um longo caminho para a conquista da sua cidadania no País, seja a pessoa com deficiência, aqueles que são discriminados pela idade, pela cor, pela diversidade sexual, pelo gênero e os que sofrem qualquer forma de preconceito”, disse Dr. Hélio.
 
O prefeito ressaltou, ainda, que desde o primeiro dia do seu primeiro mandato colocou como meta para sua equipe alcançar 100% de acessibilidade. “Temos que perseguir diuturnamente a acessibilidade 100% e isso significa estabelecer as possibilidades, em uma luta permanente pelo possível já que esse é um caminho sem volta em Campinas”, colocou.
 
Quanto à questão da diversidade, o prefeito acredita ser uma luta sem fim, mas que tem grandes batalhadores. “Precisamos sempre buscar resultados, é preciso incluir sem preconceitos, e essa é a luta pela cidadania plena que é direito constitucional”, completou.
 
Selo da Diversidade
 
O professor Hélio Santos, responsável pela implantação do Selo da Diversidade, de etnia e raça em Salvador (Bahia) e no Estado de São Paulo afirma que esse programa é uma política pública. “Essa é uma política pública contemporânea e necessária porque contempla maiorias. É um selo voltado para valorizar a mão-de-obra da mulher, da pessoa com deficiência, do idoso e do negro é uma política pública do “ganha–ganha”, porque ganham todos aqueles que deixam de ser discriminados, a sociedade, os empresários e o poder público, “ ressaltou.
 
Conforme o professor, Campinas é a primeira cidade não capital a implantar essa política. “Campinas é um grande modelo”, finalizou.
 
O termo de adesão do Selo Diversidade de Raça, Etnia, Gênero e Idade no Mercado de Trabalho de Campinas foi assinado, simbolicamente, pelo presidente da Ceasa, Demétrio Vilagra representando as empresas públicas do Município que aderiram ao Selo e pelo empresário Armindo Dias do Grupo Arcel, representando as oito empresas privadas que assinaram o termo de compromisso.
 
Receberam o certificado de participação como signatários do Selo de Campinas, cinco empresas públicas do Município – Centrais de Abastecimento de Campinas S/A (Ceasa Campinas); Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa); Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A (EMDEC); Informática de Municípios Associados (IMA) e Serviços Técnicos Gerais (SETEC). As oito empresas da iniciativa privada que receberam o certificado foram: Grupo Arcel; Borg Warner Brasil instalada em Barão Geraldo; Unianhanguera Educacional, com mais de mil funcionários nas diversas unidades de Campinas; Óticas Diniz com duas unidades em Campinas e a maior rede de óticas no País; Drogra Exxa; Atento do Brasil; Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), além da CPFL Energia.
 
“Esperamos que o compromisso assumido tanto pela gestão pública quanto pela iniciativa privada garanta iguais oportunidades e direitos à mulher, à pessoa com deficiência, ao idoso e aos afrodescendentes, e que esse programa seja difundido não só no mercado de trabalho, mas também nas famílias e suas redes relacionais, propiciando uma nova cultura de paz e não discriminação”, colocou a secretária Darci.
 
A proposta de instituição do selo da diversidade em Campinas ocorreu há mais de um ano, quando o professor Hélio Santos, reconhecido nacionalmente por sua busca pela igualdade de oportunidades à Comunidade Negra do Brasil, apresentou o projeto ao prefeito de Campinas após tê-lo implementado na cidade de Salvador e no Estado de São Paulo .
 
“Dr. Hélio, não só aceitou a proposta, como determinou que sendo Campinas o primeiro município do país não capital a implantar o Selo, o faria ampliando sua abrangência e incluindo a mulher, a pessoa idosa e dentro do conceito da diversidade também a pessoa com deficiência, tendo como primeira empresa participante a CPFL Energia”, relembra Darci.

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Eduardo Gregori é jornalista, cantor e brinca de ser DJ