Classe conforto é uma boa ideia

Apesar de as companhias aéreas realizarem promoções regulares na classe executiva, nem sempre dá para encontrar um assento disponível. Os preços andam bem interessantes, principalmente na baixa estação. O problema de quem quer viajar muito em cima da hora é justamente a disponibilidade. Com tanta gente voando mundo afora, planejamento é uma necessidade quase que básica para o viajante.

O que fazer quando não encontramos um assento na executiva, não temos cacife para a primeira e a econômica parece apertada demais? A solução é escolher o que as empresas chamam de classe conforto. Na verdade, nada mais é do que a parte onde ficam localizadas as saídas de emergência e, por lei, precisam ter mais espaço para a rápida evacuação da aeronave em caso de acidentes.

A tal classe é meio que um território sem dono. Não existe uma definição sobre cobrança pelo assento. No ano passado voei para a Austrália e requisitei. Foi bem tranqüilo e a companhia aérea não cobrou. Eram quase 20 horas de viagem pela frente e praticamente uma tortura para alguém com 1,90 metro de altura. No mês passado estive no Canadá e a empresa em que voei cobra 90 dólares pelo assento. Paguei a diferença, pois 11 horas de voo é tempo bastante para ficar espremido na mesma posição.

Então, a classe conforto funciona basicamente como uma surpresa que o passageiro vai descobrir na hora do embarque. A menos que, no check-in na internet, os assentos estejam disponíveis para compra.

Não será de estranhar se logo todas as empresas adotarem a prática da cobrança, uma vez que, com a crise mundial, o mantra seja a geração de receitas.
Mas vale a pena mesmo voar na classe conforto? Se o passageiro espera algum tipo de tratamento diferenciado de quem vai logo ali atrás na econômica, então será uma decepção total. O menu é o mesmo, o travesseiro e o cobertor sãos os mesmos e o cardápio de entretenimento também é o mesmo da econômica.

A única coisa que muda é o espaço. A distância entre uma fila e outra é quase o dobro da convencional. Isso faz toda a diferença em voos longos de 10 a 13 horas e, principalmente para quem está acima do peso ou tem estatura maior que a média. Não deixa de ser um tipo de conforto.

Para resumir, digamos que a classe conforto é uma espécie de purgatório, entre o céu da executiva e o inferno da econômica. Para quem tem verdadeiro horror de passar longas horas na econômica, é uma saída na hora do sufoco e nada mais que isso.

Eduardo Gregori

Sou jornalista, viajo profissionalmente e por prazer. Também sou cantor e DJ. I am a journalist and a profesional and leisure traveller. I also sing in weddings and DJ

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